Todos os textos publicados neste blog são de autoria de Lilian Honda, exceto quando indicado o contrário (e, nesses casos, serão dados os devidos créditos ao autor).

Histórico

 Ver mensagens anteriores

Conheça meu outro blog
 ponto, afinal





follow LilianHonda at http://twitter.com



O que é isto?




Textos anteriores

Post jurássico, o revival

Sinais de fumaça - Orkut

Inquietação da semana

Se non è vero...
[Homero, Aristóteles e realismo]


Mãe, tou na USP. Sim, de novo...

Ah, verão...

De paixão, arrebatamento e fio dental

O penico de Napoleão

Corrientes, 349
1 ano e 1 mês...
Em busca da simplicidade "zen" pênis


Corrientes, 348

Women's Lib

Menina da estatueta de ouro

Consultando as bases

Prefiro a bruxa malvada

Pena de morte para bermudas

Arquivo de 9 a 15/01/2005
Churrasco de Branco
O preferido do público


Mentiras sinceras interessam

Vale de lágrimas

Sobre omeletes, ovos e corações partidos

Beleza interior

Leonina

Desatino fashion

Ecochatices

Que venham os moços

Underwood

Arquivo de 27/6 a 03/07
Ser ou não ser pataxó
Quadrilha e contravenção


Vaca fria

Marcianos invasores de corações

Homem tarado. Procura-se

Queria ser um "dos caras"

Faça você mesmo, nunca mais

Saudades da encoxada na pia

Arquivo de 18 a 24/04
Galinheiro jurássico
Vamos brincar de outra coisa?
Não funciono mais em blushing mode


Arquivo de 11 a 17/04
Podemos escolher o Johnny Deep?
Brochamos inapelavelmente
Felicidade prêt-à-porter
Solidariedade
Correndo com o mínimo de classe


Arquivo de 04 a 10/04
Quero ser musa
Dona Olga e a história da arte contemporânea
E viva a diversidade!
Virtualmente irresistível
Parte 3 - Caindo na real
Virtualmente irresistível
Parte 2 - A abordagem


Arquivo de 28/3 a 03/04
Virtualmente irresistível
Parte 1 - Curso básico
Barraco
Metrossexual é coisa de mulherzinha
Em busca da simplicidade "zen" pênis
Casa da luz vermelha
E agora?


   
mal traçadas
 

De despojada a “homeless”, sem escalas

Hoje experimentei a coqueluche do momento: a tal da maquiagem mineral. Custa uma fortuna que jamais gastaria sem poder fazer antes um teste gratuito. Mesmo porque nunca acreditei em milagres, sobretudo os da cosmética.

E fiz bem. O resultado foi... de maquiagem. Nada mais, nada menos que maquiagem relativamente carregada  e isso que eu havia aplicado um primer em casa, o que dá um aspecto mais uniforme à pele.

O problema não está, evidentemente, nos produtos. O diabo é que, depois dos 40 e tra-lá-lá (uma razoável quantidade de tra-lá-lás, diga-se de passagem), fico procurando uma espécie de restauro infalível que elimine essa sensação de suave desencanto diante do espelho  que, dependendo do astral, vira de espanto mesmo.

A genética não é madrasta comigo, mesmo assim me recuso a entrar numas de dizer que estou melhor do que nunca fisicamente. Isso é balela, negação da boa. Posso até me considerar “melhor” emocional ou culturalmente, vá lá, mas duvido que o predicado se aplique com precisão, porque creio ter ficado apenas diferente nesses quesitos.

Em relação à beleza, não dá pra comparar com o frescor dos 20 ou 25 anos. Sem chance. O esforço todo está em parecer bem, a despeito do acúmulo de décadas.

E bota esforço nisso. Até os 25 anos, qualquer mulher pode sair de casa embrulhada num molleton velho que será considerada despojada. Depois dos 35, se ousarmos sair desse jeito, passamos da categoria “depojada” diretamente para a de “homeless”, sem escalas.

Daí que é necessário morrer com uma grana boa em roupas bem escolhidas, sapatos excelentes, uns fármacos para a pele, quilos de filtro solar e a inevitável maquiagem, sempre que botar o nariz porta afora. Sem falar em corte e tintura nos cabelos. Caso contrário, pode apostar: o povo vai praticamente ver você empurrando o carrinho de supermercado cheio de latinhas pra reciclar.

Para não dizer que não falei das cores: usei base e corretivo minerais, que são em finíssimo pó. Excelente cobertura, acabamento mate, toque delicioso na pele. Acho que farão maravilhas em peles oleosas. Nas peles maduras e secas, como a minha, achei que marcam um pouco demais certos amarrotadinhos da idade. Ou tou viajando na maionese, sei lá. Em todo caso, ainda prefiro as bases cremosas e leves, ou apenas um filtro solar tinto. Simplesmente não uso corretivo na pálpebra inferior. Fico com a impressão de que vira uma persiana! Tá certo, tá certo... exagero meu. E pó compacto ou solto, nunca usei. É um desastre visual em peles muito secas.



 Escrito por Lílian Honda às 22h09 [ ] [ envie esta mensagem ]