Todos os textos publicados neste blog são de autoria de Lilian Honda, exceto quando indicado o contrário (e, nesses casos, serão dados os devidos créditos ao autor).

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Virtualmente irresistível
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Virtualmente irresistível
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Barraco
Metrossexual é coisa de mulherzinha
Em busca da simplicidade "zen" pênis
Casa da luz vermelha
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mal traçadas
 

Corrientes 348

Então tá. Sou uma moça obediente, exceto quando não sou. O António (ai, como é bonitinho esse acento!) do opiniondesmaker me mandou responder essa corrente literária aqui e eu confesso que adorei, porque eu lia esse maldito questionário em tudo quanto é bológue e tava achando que só eu não ia receber a encomenda! Mas o desfazedor de opiniões me salvou do ostracismo. Lá vai. Reclamações com o António, tá?


1.Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Queimar livro? Ai, nenhum. E por puro fetiche. Não saem da minha estante nem mesmo umas bobagens de poetas que vendem seus livretos em bares da Vila Madalena, veja só. Nem livro repetido. Não dou, não empresto, não queimo. Pensando bem... não, não... esquece, menina má.

2. Já alguma vez ficaste apanhadinho por uma personagem de ficção?
Ai, sim. Na adolescência, eu fui louquinha pelo Rodrigo Cambará, não o capitão, mas o outro, de O Retrato. Quando ele envelheceu, ficou chato, virou político mala-sem-alça e eu desamei. Há alguns anos, quando li “Inventário de uma Paixão”, do Jorge Maranhão, fiquei com vontade de me oferecer como substituta da moça que abandona o narrador. Como é que alguém deixa um homem que escreve aquelas coisas, hein? Tá, tá. Vai ver, era outro chato, mas fantasia é assim, né, gente? Ah, lembrei. Na adolescência, eu quis ser a protagonista de “Porcos com Asas”, do Marco Radice.

3 e 4.Qual o último(s) livro(s) que leste? Que livros estás a ler?
O último, terminadinho e acabado? “Trilogia Suja de Havana”, de Pedro Juan Gutiérrez. Gostei muito do jeitão “soco no estômago” de sua escrita. Agora tou lendo ao mesmo tempo “Está Ficando Tarde Demais”, do Antonio Tabucchi (delicioso), “Vale Abraão”, da Agustina Bessa-Luís (muito, muito bom), “Mrs. Dalloway”, da Virginia Woolf (tem belas passagens) e “Exortação aos Crocodilos”, do António Lobo Antunes (que, apesar de ter aquele acento bonitinho no nome, é um pentelho pretensioso, ao menos no livro em questão. Sorry, cultos. Opinião é que nem bunda. Cada um tem a sua).

 
5. Qual foi o último livro que compraste?
Ah, sou compradora compulsiva de sapatos, roupa, cosméticos e livros. Uso mais os três primeiros porque são divertidos, em especial os cosméticos, os únicos que me prometem juventude eterna. O que é a esperança, não? Mas a pilha dos não lidos continua crescendo a olhos vistos. As aquisições mais recentes foram “Vale Abraão”, da Agustina Bessa-Luís (esse foi promovido para obra em andamento) e “O Último Vôo do Flamingo”, do Mia Couto (permanece na pilha). Também ganho muitos livros. O povo deve achar que tou precisando de um lustro intelectual. Outro dia, ganhei “A História do Olho”, do Georges Bataille (empilhado). Tenho também na bolsa uma listinha de poetas que quero comprar (os livros, não os autores, claro) e nunca encontro. Que raiva!

6. Que livros levarias para uma ilha deserta?
Ai, bem grossos, pra ter o que ler por muito tempo. Pensando bem, melhor variedade, porque eu “si” canso (confesso. Freqüentemente, o tédio me pega e preciso pular de um livrinho pro outro). Se eu fosse masoquista, levaria o “Ulisses”, de James Joyce, que me olha aqui debochado. Nunca passei das primeiras páginas e foram várias as tentativas. Há quem culpe a tradução pedante do Houaiss. Eu, na melhor tradição judaico-cristã-nipônica, acho que sou burra mesmo. Na ilha deserta, sem revistas de decoração pra me distrair, fatalmente teria que enfrentá-lo.

7. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Eu quero botar o Carlos Besen na roda. É um gaúcho que escreve bem pra cacete e de vez em quando dá uns pitacos lá no meu outro bológue (aquele tipo “olhacomosouumamoçasensível”). E pra Dani, do MadTeaParty, de castigo porque ela não veio comer lasanha de massa verde aqui em casa no sábado. Furona. Caso de alta traição. E pro Wodewick, porque quero rir com as respostas dele. Wodewick, volta, meu filho!


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