Todos os textos publicados neste blog são de autoria de Lilian Honda, exceto quando indicado o contrário (e, nesses casos, serão dados os devidos créditos ao autor).

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Post jurássico, o revival

Sinais de fumaça - Orkut

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De paixão, arrebatamento e fio dental

O penico de Napoleão

Corrientes, 349
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Em busca da simplicidade "zen" pênis


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Pena de morte para bermudas

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Galinheiro jurássico
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Podemos escolher o Johnny Deep?
Brochamos inapelavelmente
Felicidade prêt-à-porter
Solidariedade
Correndo com o mínimo de classe


Arquivo de 04 a 10/04
Quero ser musa
Dona Olga e a história da arte contemporânea
E viva a diversidade!
Virtualmente irresistível
Parte 3 - Caindo na real
Virtualmente irresistível
Parte 2 - A abordagem


Arquivo de 28/3 a 03/04
Virtualmente irresistível
Parte 1 - Curso básico
Barraco
Metrossexual é coisa de mulherzinha
Em busca da simplicidade "zen" pênis
Casa da luz vermelha
E agora?


   
mal traçadas
 

Beleza interior

Eu simplesmente amo decoração. Um dos meus passatempos prediletos é folhear livros e revistas sobre o assunto (tenho pilhas e mais pilhas delas, entupindo muitos armários); as nacionais, claro, porque não dá para agüentar salas revestidas com papel de parede florido e estampas idem embrulhando sofás imensos de algumas das revistas norte-americanas. De vez em quando, compro umas espanholas. Muito boas. Também gosto de passear pelas feiras de bric-à-brac de São Paulo, vasculhar lojinhas descoladas da Vila Madalena e até mesmo espiar os caríssimos show-rooms da Gabriel Monteiro da Silva, o establishment do bom gosto decorativo.

 

Talvez isso explique porque o meu apartamento tem um ar de opera aperta. Ok, muito chique. Parece um brechó mesmo. Perco semanas no design, porém a execução é tão pouco eficiente e tão demorada que os projetos de interiores nascem, amadurecem e caem de podres sucessivamente, deixando como sementes desgarradas para o próximo um vaso, uma mesinha de ópio tailandesa, uma colcha indiana bordada, uma luminária dos anos 60 que lembra o chapéu do professor Pardal, um aparador art déco, uma Wassily eternamente desmontada a um canto, implorando por couros novos, coisas assim.

 

Às vezes, simplesmente me canso e abandono os pincéis com a mesma sem-cerimônia com que largo a caneta aqui neste blog e desapareço. Por exemplo: minha parede beringela está linda, mas há meses ainda exibe o “cercadinho” de fita crepe manteve o colorido pouco discreto em seus precisos limites, como se fosse uma espécie de band-aid de ferida crônica.

 

De tempos em tempos, um surto me faz completar uma ou outra coisa, como a restauração do magnífico buffet anos 60 da vovó, que está na sala, junto com a mesinha de centro em forma de ameba, ambos revestidos com a madeira original cor de mel. Seria um belo conjunto, se as cortinas estivessem prontas (o tecido, uma preciosa gaze de linho, está guardado há uns 8 meses) e se uma das paredes não estivesse ainda “decorada” com os reparos de massa pré-pintura.

 

Evidentemente, quem “pinta” é a culpa, mas não muito. Sinto urgência, mas nem tanto. E tudo esmaece na contra-mão do esboço do próximo projeto que – eureka! – surgiu de alguma boa idéia, daquelas que borbulham com a chegada da nova safra de revistas.

 

Imagem: Francis Bacon, Blood in the Floor (1986)



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